sábado, 9 de maio de 2009

Gripe A

SAÚDE CONFIRMA QUATRO CASOS DE INFLUENZA A (H1N1)

São dois pacientes de São Paulo, um do Rio de Janeiro e um de Minas Gerais. Todos foram infectados pelo vírus no exterior e passam bem

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, confirmou (7) quatro casos de Influenza A (H1N1), novo subtipo do vírus da gripe no Brasil. São dois casos em São Paulo, um no Rio de Janeiro e um em Minas Gerais. Três deles vieram do México e um, dos Estados Unidos. Todos os infectados contraíram o vírus no exterior, são pacientes adultos jovens e passam bem. Não há crianças nem idosos entre os casos confirmados (veja detalhamento abaixo). Mais 15 estão em processo de análise, cujos resultados provavelmente sairão nesta sexta-feira.

Outros 93 testes de casos suspeitos e em monitoramento deram negativo. Ou seja, eles não estão com a doença. “O vírus chegou ao Brasil, mas não existe evidência de que circule no país. A situação está absolutamente sob controle”, disse o ministro. “Quero reiterar que a população fique tranquila. Isso demonstra que o sistema de vigilância no Brasil funciona com qualidade”.

A realização do diagnóstico específico da doença respiratória foi feita a partir da chegada ao Brasil dos kits com os insumos necessários, que foram enviados aos três laboratórios de referência da Rede de Vigilância de Influenza – Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), no Rio de Janeiro, e Instituto Adolfo Lutz (IAL), em São Paulo, e Instituto Evandro Chagas, em Belém.

As análises das amostras de secreções respiratórias coletadas nos pacientes suspeitos tiveram início nesta quinta-feira. Os resultados saíram antes das 72 horas inicialmente previstas. Os kits são suficientes para realizar todos os testes necessários no país, no momento. “Vamos continuar fazendo o mesmo trabalho, só que agora com uma arma muito importante, porque temos um reagente pronto para fazer o diagnóstico”, avaliou o ministro.

José Gomes Temporão ressaltou que, no Brasil, há 12,5 mil tratamentos prontos e matéria-prima para outros 9 milhões. “O Ministério da Saúde, os estados e os municípios, e também os médicos e os hospitais, todos estamos preparados e em plena ação para dar segurança à população e conter a doença no nosso país”.

Temporão também fez um alerta à população: “As pessoas não devem se automedicar, pois, além de perigoso para a sua saúde, os medicamentos podem mascarar a doença.”

MONITORAMENTO – Em 25 de abril, quando o país foi notificado pela OMS sobre casos confirmados de infecções de um novo subtipo de vírus da gripe – Influenza A (H1N1) – o governo brasileiro acionou o Gabinete Permanente de Emergência de Saúde Pública para acompanhar e determinar ações de prevenção à doença no Brasil. Desde então, o grupo se reúne todos os dias, na sede do Ministério da Saúde. Participam representantes dos Ministérios da Saúde, Agricultura, Defesa, Presidência da República e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

AÇÕES – O Brasil está bem preparado para uma possível pandemia de influenza. Isso porque o governo brasileiro já havia começado a estruturar sua rede de vigilância para influenza em 2000. Por causa de uma então possível pandemia de gripe aviária, em 2003, o governo brasileiro constituiu um comitê técnico para a elaboração do plano de preparação brasileiro para o enfrentamento de uma pandemia de influenza. Esse plano está pronto há mais de dois anos e começou a ser colocado em prática no momento em que o Brasil foi notificado pela OMS dos casos de Influenza A (H1N1), em 25 de abril passado.

O Brasil conta com 54 centros de referência, em todo o Brasil, preparados para tratar possíveis doentes. Estas unidades se enquadram em parâmetros exigidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o atendimento da doença, com área livre para isolamento de contato, equipamentos de proteção individuais para acompanhamento, exames e tratamento dos casos.

fonte: portalcofen.gov.br

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